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Windows 7 Pirata

Antes mesmo do seu lançamento, o sistema operacional Windows 7 já era encontrado na rua Santa Ifigênia, paraíso dos eletrônicos (e pesadelo dos fabricantes) localizado no centro de São Paulo.
Numa faixa de três quarteirões da via, entre a avenida Duque de Caxias e a rua Vitória, algumas horas antes do sistema "oficial" chegar às gôndolas brasileiras. O sistema operacional era vendido ao preço padrão de softwares pirateados: entre R$ 10 e R$ 15.
"Ele é levinho, roda bem", afirmou o primeiro ambulante consultado. "Pesa [no computador] menos que o Vista". Outro ambulante disse à reportagem que o sistema operacional "custava o mesmo preço do Vista, era pegar ou largar".
Os preços do novo sistema da Microsoft no Brasil variam entre R$ 329 (versão Home Basic) e R$ 669 (Ultimate). O sistema requer um processador de 1 GHz, além de 1 Gbyte de memória RAM e 16 GBytes de espaço em disco disponíveis, no mínimo.
A Microsoft nega que os preços sejam abusivos e, com isso, estimulem ainda mais a compra de cópias piratas. "Acho [o preço] bastante razoável, se você levar em conta que o sistema operacional, em média, custa 10% do preço do computador", explica Osvaldo Barbosa, diretor geral de consumo e on-line da Microsoft Brasil.
Os executivos da companhia prometem que este novo sistema trará dor de cabeça para quem vende e compra a versão "paralela". "O consumidor que comprar o pirata não terá todos os updates, o que deixa o computador aberto para perder informações", resume Priscyla Alves, gerente de Windows da Microsoft Brasil.
Sobre as vendas do novo sistema na rua Sta. Efigênia, Barbosa explica que os camelôs "fizeram algum código que altera o Windows, mas muitas dessas cópias nem passam pela validação", ou seja, não chegam a ser instaladas.
"Se você conseguir instalar, em um determinado momento as novas tecnologias do Windows 7 vão mostrar que não se trata de um genuíno, e a experiência do usuário será comprometida", diz.
Pirataria
De acordo com uma pesquisa divulgada em maio deste ano, o Brasil ocupa o 9º lugar na lista de países cuja pirataria de softwares provoca maior dano financeiro, com um prejuízo direto total de R$ 1,645 bilhão. Na América Latina, embora mantenha a segunda menor taxa de pirataria de software, o país é líder em perdas financeiras --os prejuízos na região, segundo a BSA, totalizam US$ 4,311 bilhões.
Depois do Brasil aparecem México (US$ 823 milhões), Venezuela (US$ 484 milhões) e Argentina (US$ 339 milhões). A região figura como segunda maior pirata do mundo, com 65% de programas ilegais, atrás apenas do Centro-Leste Europeu, com 67% de produtos pirateados.
No mundo, o país que mais pirateia é a Geórgia, cujo índice de produtos ilegais chega a 95%. Os Estados Unidos são o país que menos pirateia, com um total de 20% de cópias ilegais, de acordo com o mesmo levantamento.

Comentários

Fagner disse…
Sou da Zona Norte de Porto Alegre
Parabéns pelo blog.
Sempre quando eu posso eu volto aqui.
Abraços

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